Dentre todas as mudanças que o período Pós-moderno proporcionou, as incertezas, fragmentações, desconstruções e a troca de valores são as que mais definem o momento em que vivemos hoje. Por isso, criar vínculos e construir de valores morais e éticos no contexto pós-moderno se tornou o maior desafio do homem.

Os obstáculos encontrados para construção das relações pós-modernas são muitos, principalmente em um mundo alarmante e individualista, onde as pessoas encontram-se perdidas frente as suas escolhas. Na passagem da modernidade para pós-modernidade houve mudanças significativas na forma como o amor é idealizado. “Uma característica desse amor é sua pluralidade proporcionada pela expansão do consumismo, pelos avanços da tecnologia e da indústria cultural, pela flexibilidade das normas e regras que orientam e regulamentam a vida das pessoas, assim como pela descentralização do sujeito.

E essa pluralidade coloca o indivíduo de frente a uma multiplicidade de identidades, valores, ideias, costumes e estilos de vida, que o leva a dois contrapontos, fazendo com que se sinta desorientado, e por outro lado lhe dá a sensação de liberdade. Com isso as pessoas se tornam cada vez mais individualistas, buscando pela satisfação atrelada à obtenção de prazeres imediatos, deixando que as relações se tornem cada vez mais frágeis e escassas. O sujeito pós-moderno procura desfrutar do aqui e agora, o que contradiz a noção de relacionamento e compromisso.

A busca pela satisfação faz com que as pessoas não criem mais vínculos, e ainda sim se queixem de sua solidão existencial, buscando laços que lhes permitam mitigar seus sofrimentos. Contudo, não aceitam a incumbência de que sucede desse relacionamento, alegando que ele limita as possibilidades de se relacionar novamente.

O casamento hoje está se formando com regras e propostas funcionais, perdendo sua característica romântica e tradicional. Os casais acreditam que sua sustentação vem de uma fonte pessoal, de satisfação interior, na qual o amor da outra pessoa “é cobertura e não o bolo”.