Decidir ter um filho, não parece uma tarefa muito fácil nos dias de hoje. É preciso alinhar razão, emoção e a natureza. O nascimento de um filho, para algumas pessoas, tem sido associado a situações de estresse, devido às mudanças que naturalmente ocorrem na vida do casal. Por isso, muitos casais esperam atingir uma espécie de condição ideal para então decidir ter filhos ou não. E isto consiste para os homens em casa própria, carro e estabilidade financeira; e realização profissional, relação estável e idade reprodutiva para as mulheres.

O que não está errado se levarmos em considerações os padrões atuais, é uma forma positiva e de muita relevância para que os pais se sintam seguros para receber os filhos. Alguns aspectos devem ser avaliados e considerados antes da chegada de um bebê. Como o desejo do casal em conceber uma criança, é importante que ambos estejam preparados para a chegada do rebento, um filho deve ser uma decisão em conjunto, consistente e de forma responsável.

Afinal, a criança deve ser colocada em primeiro plano em muitas decisões, o que gera sacrifícios por parte dos pais. Este é um dos motivos que faz com que muitos casais retardem o momento de ter filhos.

Outro fator que interfere na decisão de ter filhos ou não é a disponibilidade do casal em cuidar do novo membro da família. Muitos casais estão dispostos a terem filhos, mas não a cuidar deles, dividindo esta tarefa com babás, creches ou com a família.

Razão

Embora no Brasil ainda não se tenha uma cultura de planejamento familiar, cresceu o numero de casais que organiza as finanças antes de ter um bebê. Alguns até mesmo fazem aplicações para garantir um futuro seguro para a criança.

O custo que um filho pode gerar está ligado ao padrão econômico em que o casal está inserido. Casais de classe média alta terão custos diferentes dos inseridos na classe média baixa. Mas isso não significa que as necessidades básicas de uma criança não sejam as mesmas, e sim que o meio em que vive interfere diretamente nos custos de manutenção, educação e saúde da criança.

Natureza

Quando o assunto é reprodução a natureza é implacável com a mulher. Enquanto o homem pode procriar sem problemas até os 70 anos, o pico da fertilidade feminina acontece entre os 20 e os 25 anos, e vai caindo drasticamente depois dos 30 anos, assim como a chance de engravidas.

Especialistas afirmas que aos 35 anos a fertilidade da mulher é metade da que era quando tinha 25 anos. E embora algumas pesquisas especulem que a mulher possa ter filhos até 60 anos, o fato é que quanto mais cedo a mulher gerar um filho, melhor será para ela e para o bebê. Já que depois dos 40 anos a possibilidade de ter contraído infecções graves ou problemas ginecológicos, como a endometriose, são maiores.

Mesmo que os avanços da medicina com relação à reprodução estejam avançados, ela não recupera o tempo perdido, e engravidas tardiamente pode trazer consequências sérias para a saúde da mãe, como diabetes, hipertensão, e até mesmo um aborto prematuro, e quando não, má formação do feto. Ainda que haja inúmeros casos de mulheres que se tornaram mãe após os 40, e tiveram uma gestação tranquila e saudável, os especialistas recomendam engravidas antes, para ter a estatística a favor.

Outro aspecto importante é a saúde emocional da mãe, onde muitas vezes por já ser uma profissional bem articulada e ter controle geral sobre sua vida, com a vinda do bebê pode ficar difícil mantes esse controle e se sentir angustiada.

A maternidade é uma força própria da condição de ser mulher, e concorre com a mesma força com o instinto e a emoção. E está entre as maravilhas da vida que não se pode explicar.

Emoção

Um filho gera a sensação de plenitude, continuidade e até mesmo de imortalidade. Mas, é preciso que o casal esteja apto emocionalmente para receber uma criança. O maior erro dos pais é esperar que o nascimento de uma criança possa ser a solução para aliviar o tédio do casal quase perfeito, ou para os problemas do relacionamento.

Essa expectativa não é justa e nem mesmo correta, pois o ideal é trazer o filho para compartilhar a felicidade que já se tem. Cabe somente aos pais criar um ambiente saudável para receber a criança, e não o contrário. Os filhos alegram, sim, mas não garantem a felicidade da união.

Ao contrário do que pensam os pais, é depois do nascimento que ocorrem um número maior de separações, devido a redistribuição de papeis sociais afetivos onde o homem e a mulher viram pai e mãe. O casal passa por transformações e precisa adaptar sua rotina normal com a chegada do bebê, tendo de abrir mão de desejos e realizações, pois neste momento a prioridade são as necessidades da criança, o que pode gerar conflitos entre o casal. Caso haja desacordos ou o casamento tiver em crise, deve-se primeiro procurar resolver estas questões para depois realizar o desejo de ter filhos.

Mas não existe um momento idealizado para a chegada de um filho, o mais importante é que os pais sintam-se seguros e fortalecidos para passarem pela melhor experiência de suas vidas. Serem pais.